"Move-se a mão que escreve, e tendo escrito, segue adiante; Nem toda a tua Piedade ou o teu Saber a atrairão de volta, para que risque sequer metade de uma linha; Nem todas as tuas Lágrimas lavarão uma só de tuas Palavras." (Omar Khayyam)
Acho que queria contar algo pra alguém. Aconteceram algumas coisas interessantes nos últimos dias, mas não tenho com quem compartilhar.
A DMD Land 3 parece ter sido incrível. Não gosto muito de shows mas nesse eu iria. Apresentações memoráveis, como o dueto TleFirstone, ou o palco das Divas com Genie Ja... Ohm arrasando ao som de Crazy in Love, Nunew, Kong, Namping com visuais impecáveis e os fofos da 5° geração juntos. Também algumas carinhas novas mostradas como já da 6° geração, entre elas o Ton Saran, velho conhecido.
Continuo deslumbrado também com o visual etéreo, idílico, de Flower Boy. As flores silvestres, a forma como o povo se vê como parte do campo, unidos a ele. Também impressionado com o Peak e Pearl no auge da beleza. Poucas vezes combinaram atores tão lindos juntos. Chorei com Love You Teacher, Santa tá tão bem nesse papel que não duvido que receba prêmios por ele. Ele e Perth estão mostrando uma história linda de superação e companheirismo. Enfim...
Mas para ninguém posso contar essas coisas, a ninguém interessa, assim como eu não me interesso pelos outros.
Apenas fico sentado aqui, ou deitado e ignorando toda a existência que há fora do meu quarto. Vejo as pessoas passarem pra lá e pra cá. Correndo, ocupadas. Mas para quê? Para que esse esforço? Nada disso faz sentido pra mim.
Acabei de ler a frase: “Não finja não ter interesse nas coisas românticas dessa vida só porque alguém tem preguiça de te oferecer.” E isso foi um golpe pra mim... Porque eu me tornei alguém descrente no amor, de tal modo que, sempre que me aproximo de alguém, já penso incomodar. Saber que isso é uma característica do Borderline não ajuda. Tento me afastar, ao mesmo tempo que continuo querendo me aproximar, mas com aversão a qualquer um. Isso porque eu sei como termina, e sempre termina igual: comigo escrevendo sozinho, de madrugada. Mesmo jurando que não iria mais fazer isso. Mesmo não tendo mais o que dizer do que aquilo que já disse tantas e tantas vezes. Me sinto de novo como o último capítulo de um livro ridiculamente grande que ninguém se dispõe a ler.
Vejo que se tornou comum na internet o discurso da solitude, de como é importante aproveitar e apreciar a própria companhia, como ir ao cinema ou num café sozinho. Mas vejo também que essas pessoas não parecem ter experimentado o mais baixo da solidão. Aquele ponto em que, olhando a redor, vê-se o homem absolutamente sozinho, sem que ninguém, amigos ou família o entenda. Esse entende a solidão, e pode se acostumar com ela, como quem se acostuma com uma doença sem cura, mas nunca gostar dela, nunca apreciar.

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