quarta-feira, 10 de maio de 2017

Resquícios

Minhas forças me deixaram completamente, e o digo me referindo ao meu lado físico mesmo, pela primeira vez em meses... As últimas horas foram exigentes demais para o meu corpo frágil e doente.

A pouca energia que me restava se foi completamente, toda e qualquer ação agora exige de mim um esforço que não corresponde a força de vontade que ainda resta em mim. Não a tenho mais, e isso faz com que até mesmo estas palavras me sejam penosas a escrever, pois me forçam a usar reservas exauridas, o último fio ou resquício de vida se vai nessas que agora aqui despejo.

Não sei se conseguirei me recuperar em uma noite de sono, ou duas, ou se minhas forças se foram permanentemente, me obrigando a viver pelo resto de minha patética existência como uma casca vazia, sem nenhum sinal do sopro divino que um dia me chamou à vida...

terça-feira, 9 de maio de 2017

Campo do desconhecido

As pessoas se revelam em momentos muito característicos... Pode observar, sempre em algum momento de tensão alguém irá nos surpreender. Pessoas calmas se mostram revoltosas e até mesmo violentas, e pessoas normalmente agitadas mostram uma habilidade ímpar em controlar situações delicadas. 

Gosto desses momentos, em que o véu que usam para apresentar-se a sociedade é rasgado de cima a baixo e as verdadeiras faces se revelam perante o mundo. Nenhuma verdade fica oculta para sempre, já dizia o provérbio budista aliás, que não se pode esconder o Sol, nem a Lua e nem a Verdade por muito tempo, pois esta é tão grandiosa e brilhante quanto aqueles.

Também considero de grande valia as palavras ditas pelas pessoas nesses momentos, principalmente em discussões. Pode parecer meio mórbido, mas me agrada estar em ambientes onde a mente humana é levada ao extremo de si e forçada a revelar suas nuances mais imperceptíveis. Muitos acreditam que palavras ditas em momentos de agitação devem ser ignoradas, eu discordo, pois acredito que tudo aquilo que foi dito com raiva, ou durante a ebriedade, foi pensado num momento de calma, logo estas palavras apenas se revelam nos momentos oportunos.

Na maioria das vezes eu me surpreendo com minhas próprias reações. Me vejo desesperado em ocasiões que julgara tranquilas em outro momento, e calmo onde acreditava que entraria em pânico... 

Algumas horas atrás eu acompanhei os paramédicos tentarem fazer com que a centelha de vida de meu avô não se apagasse. Ele faleceu enquanto meus pais o alimentavam ao meio dia de hoje, e fui um dos primeiros a ver seu corpo inerte, sem vida, apenas uma casca do que veio a ser um dia um homem de cerviz dura e voz firme, acamado num estado lastimável, magro e sem muitos dos traços que antes lhe eram mais característicos.

A morte é sempre uma grande provedora de reflexões, afinal é uma das poucas verdades de nossa vida. E gosto desses momentos por ver realmente quem são aqueles que me cercam, aos quais sou obrigado a chamar de Família. 

Engraçado notar como alguns agem com naturalidade, como se a notícia da morte fosse a coisa mais natural do mundo, coisa que de fato é, enquanto outros perdem seus limites, quebram suas máscaras e revelam as feras que habitam entre nós mas que não conseguimos enxergar. 

A percepção que tenho da experiência de hoje é que não somos nada, e é bom lembrar sempre disso, afinal nenhum orgulho é justificável. O que ontem era grande hoje não é mais nada, até a grande e imponente arvore de ontem pode vir a ser um galho seco algum dia... Não há razão então para acreditar na grandeza do homem, pois ele de fato nada é além de um verme fraco.

As centelhas se apagam, os corpos fortes se esvaem, a fogueiras cessam de queimar. 

Assim como a vida deixa o corpo de uma pessoa também o amor pode fazê-lo, deixando-nos tão frios como aqueles cobertos pelo manto negro da morte.

A morte.

Não a vejo como uma fantasma feio, como normalmente costumam pintá-la, mas penso nela como uma velha amiga, que há de visitar a todos um dia, não tendo portanto razão para temê-la, afinal se não conhecemos nada da morte, também não conhecemos nada do mundo em que vivemos, apenas trocamos uma incerteza pela outra. Não sabemos nada sobre o amanhã nessa vida, não sabemos nada sobre a morte... Ambos são um largo campo que se estende a nossa frente mas que não conseguimos enxergar por conta da densa névoa que a nossa frente se estende.

Mas ainda assim é sempre com profundidade que fitamos o olhar num corpo sem vida, ou nas brasas de uma fogueira que um dia clareou a noite... E agora se apagou...

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Faíscas

Se essas palavras pudessem refletir o meu olhar nesse momento, certamente estariam elas brilhando... Não como as estrelas lá do céu, que brilham mesmo estando todas mortas, mas como uma luz diferente, que não tem início em nenhum processo de combustão, mas que parte do meu próprio coração!

Me aventuro a arriscar o que possa ser essa luz, que ainda brilha fraca em meio a tanta escuridão: uma centelha de esperança.

Ironicamente as mesmas mãos que escreveram sobre morte alguns dias atrás agora vem falar sobre aquela que promete uma vitória sobre tão fria criatura. 

Quando meu pensamento flutua para o lado dele, ainda que por breves momentos, faíscas saem de minha cabeça, meu olhar se ilumina e minha face ganha a cor que perdera. Sei o quanto isso é arriscado, e sei também que não poderia me aventurar a algo assim tão cedo, mas tem sido mais forte do que eu... Seu olhar, seu sorriso, o simples fato de imaginá-lo do outro lado da criptografia do WhatsApp me faz ter delírios de júbilo em sonhar com aquela pequeníssima e remota possibilidade...

Essa centelha é ainda frágil, delicada, e teme ser destruída pelo vento frio que sopra das narinas da morte, mas ela está lá, brilhante, mostrando que mesmo na mais temível escuridão, a luz pode brilhar... 

Não sei quanto tempo resistirá, não sei se resistirá, mas ainda que se apague, ela ainda há de deixar nas brasas um rastro de sua existência e dirá eternamente: eu queimei por aqui! 

Assim poderá será o futuro dessa pequena centelha, que pode vir a ser uma grande fogueira, ou extinguir-se no carvão com o qual escreverei o resto de minha história nas paredes desse mundo...

domingo, 7 de maio de 2017

Viver em mim

Atravessei uma noite difícil, certamente há muito já não passava por um momento de provação tão grande quanto este. A aridez espiritual era total e o pânico tomou conta de mim até quase o amanhecer...

Nada foi capaz de aplacar a onda de névoa que imobilizou os meus sentidos e me transformou numa fonte de horror e medo. Nem mesmo lágrimas conseguia derramar, tamanha era a angústia que tomava conta de meu coração, que sugando toda a energia do meu ser me largou como uma casca seca, sem vida, sem vontade, sem amor, sem nada!

Tudo o que havia em mim era tristeza, um sentimento de dor, morte, e na boca, um gosto de sangue que me deixou inquieto durante toda a madrugada.

Virava de um lado para outro a todo momento, aumentava o volume da música, trocava o álbum, nada funcionou. Nem mesmo os remédios para dormir fizeram efeito, tomei todos os que tinha e ainda fiquei acordado, como se estivesse preso a esse mundo por um jugo que não deixava minha alma descansar no reino dos sonhos.

E foi ai que os pensamentos mais mórbidos tomaram conta de mim. Eu naquele momento só conseguia pensar numa coisa que fosse capaz de fazer cessar aquele fogo que me consumia: o manto frio da morte!

Pensei por horas em como deveria morrer, em como gostaria de morrer, e em como isso acabaria com minha dor...

Desejei com todas as minhas forças o nada, a inexistência... Desejei provocar no outro a dor e a solidão que venho experimentando em minha própria carne... Desejei ser devorado pelos vermes, ser absorvido pela terra, retornar ao pó, ao útero primitivo... Desejei com todas as minhas forças morrer! Mas nem para morrer serve um covarde!

Quando finalmente consegui dormir, lá pelas tantas da madrugada, fui assolado por terríveis pesadelos que envolviam meu Paladino Dourado, o que só trouxe apenas mais angústia a um já magoado coração...

Veio a manhã e o pânico e a fadiga haviam passado, mas deixaram cicatrizes profundas. Um cansaço enorme toma agora conta de meu corpo, e aquela tristeza e aridez permanecem bem vivas ainda dentro de mim. Aliás, são as únicas coisas que ainda parecem viver em mim...

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Com você

Será que eu poderia caminhar ao seu lado, ao menos um pouco? Será que por alguns instante você deixaria eu me deitar sobre seu peito quente, e num abraço esquecer de todos os pensamentos que me assustam?

Em breves instantes me veio lá do fundo uma vontade de estar com você, de voltar a sorrir, de não fazer nada, ou de falar sobre qualquer aleatoriedade. 

Tudo isso é apenas uma desculpa para querer estar com você, andar ao seu lado, segurar sua mão firme e tocar seu coração, me aquecendo sobre seu corpo quente, grande... Com isso me sentiria seguro, me sentiria diferente de como estou agora, a deriva, sem ter para onde ir ou onde me segurar.

Será que eu poderia? 

Acho que não...

Certamente não;

...

Não daria certo, nos afastamos em definitivo, num comum acordo silencioso. Ambos sabemos que não daria certo se continuássemos juntos. Eu te deixo confuso, você me deixa confuso, e francamente, nossas mentes já são confusas demais pra gente se unir.

Mas devo dizer que foi bom, ainda que não tenha passado de um breve devaneio, sonhar com seus braços a me envolverem em seu calor... 

Obrigado por isso!

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Paladino

Questões, definições, interrogações e exclamações... 

Anseios, dúvidas, desejos e provocações...

Um céu azul, quente.  Uma terra incandescente, um coração em brasa. 

Olhei para cima algumas vezes em busca de algumas respostas, mas apenas pude ouvir um silêncio ensurdecedor. Não ouvi nenhuma resposta, sinal de que estou em prova. Por quanto tempo ainda? 

Em meu íntimo no entanto trago comigo uma certeza: meu sentimento pelo Paladino Dourado e Branco já não é mais de amizade, de admiração apenas... Não me atrevo a chamar de amor, mas creio que esteja certo em dizer que estou apaixonado.

Estou definitivamente, completamente e irrevogavelmente apaixonado, totalmente entregue, de corpo, alma e mente.

Sonho com ele, penso nele a cada instante do dia, e sinto meu coração se entregar cada vez mais...

Minha mente distorcida o concebe de forma disforme a da realidade. Para mim ele se mostra grande, imponente, capaz de destruir estrelas apenas com a força de seu olhar, e de reconstruir um coração partido com suas mãos delicadas, e esse mesmo coração é que sinto ser lançado cada vez mais em seus braços...

No entanto eu não sei se há alguém me amparando lá embaixo para quando me lançar sobre esse precipício de sentimentos que trago dentro de mim. 

Cairei destruído ao chão, ou serei amparado pelos braços fortes do guerreiro que tem aparecido em meus sonhos? 

Mais questões, mais dúvidas, um coração exaltado e no fundo, um amor nascendo lentamente e se espalhando como ramas, dominando, se fortalecendo, nutrindo-se com meu ser, com meu amor, com minha quintessencia...

Questões, definições, interrogações e exclamações... 

Anseios, dúvidas, desejos e provocações...

quarta-feira, 3 de maio de 2017

O Mirante dos Amantes

Gosto de observar o mundo ao meu redor, pois mesmo depois de tantos anos as cores do céu e do mar não perdem seu encanto. Não são eles como os homens que ao conhecermos, passamos a desejar não tê-lo feito.

Dizem que o azul é uma cor triste, fria, mas é impossivel olhar para o azul de um céu num dia de verão e considerá-lo triste. O mesmo vale para o mar. Ambos gritam a beleza da vida, e como num canto, louvam a Deus por sua própria existência com sua beleza majestosa. 

Por mais talentoso que seja, nenhum pintor jamais conseguiu conceber uma tela que se aproximasse da beleza do mundo real. Até mesmo grandes gênios como Da Vinci, Caravaggio ou Rembrandt se prostram frente a idílica poesia de um um imenso céu azul...

Pela janela de um grandioso palácio esculpido em pedras brancas e brilhantes um jovem observa o céu e o mar com um olhar encantador. A brisa fresca e salgada lhe acaricia a face enquanto faz voar delicadamente seu cabelo negro. Em sua expressão mescla-se um sonhar e um pesar. Embora seus lábios demonstrem um tênue sorriso, seu olhar é de uma tristeza contida. 

Ele não é o dono daquele palácio, apenas serve a este, e nas horas vagas sempre se pega observando a imensidão azul que se estende a frente da pequena cidade construída na enseada. Tão logo quanto se vê livre de suas tarefas diárias, se põe a sonhar com o que há para além de onde seus olhos podem ver. Ele inveja as aves que somem no horizonte, e os tripulantes das embarcações que diariamente somem naquele gigante, rumo a terras inexploradas. 

Outras vezes também se detém em observar os viajantes que ali aportam. Tantas pessoas descem daquelas embarcações diariamente, e tantas outras partem com a mesma frequência. E ele imagina as incontáveis histórias que vão e vem com todas elas.

Algumas viajam a trabalho, outras partem em definitivo. Alguns vem para cá tentar uma vida nova, ou apenas rever um velho amigo. Outros não sabem se ficarão, nem por quanto tempo. Trazem consigo mensagens de alegria ou de falecimentos, ou levam consigo mensagem de conforto e notícias de nascimento. 

Vidas.

Imensas e infinitas como a água do mar ou como o azul do céu.

Numa tarde quente em pleno verão, enquanto observava da janela os viajantes, e sonhava com o infinito, ele notou um brilho na multidão.

O porto ficava próximo a uma grande feira, onde se concentrava praticamente todos os comerciantes daquela região, então o movimento era sempre grande. Do palácio ele podia observar a todos sem nenhum dificuldade, e este inclusive era o passatempo de muitos outros que não tinham nada melhor para fazer. 

Ao notar que algo brilhava e se destacava em meio a rua apinhada de gente, ele concentrou o olhar naquele ponto, e notou ser um cavaleiro, um dos paladinos que defendiam o reino de invasores em terras distantes, ou que bravamente conquistavam aquelas terras.

O paladino era bem alto, e embora esguio, sua armadura lhe dava uma presença imponente. Era dourada, e extremamente chamativa, bem diferente das armaduras prateadas que já havia visto. Trazia consigo uma capa branca, longa, e num dos braços um capacete também de ouro. As poucas partes de seu corpo que não estavam protegidas pela armadura estavam cobertas por um tecido branco, que brilhava tanto quanto o ouro naquele sol. Apenas seu rosto estava descoberto.

Ele tinha a pele muito clara, e de aparência nobre e delicada. Sem nenhum defeito. Os olhos azuis, semelhantes a cor do mar, e guardavam um olhar sereno, perene, divino. Os cabelos eram como fios de ouro, tão belos quanto a riquíssima e adornada armadura cheia de pedrarias que trajava. 

Por um instante o jovem servo do palácio se perguntou se aquele não seria um artista mambembe ou algo semelhante, pois não acreditava que um Paladino usasse algo tão chamativo assim, mas ele logo percebeu que de fato tratava-se de um cavaleiro ao observar sua espada. Grande, deveria pesar mais do que um homem adulto, e ricamente adornada como a armadura: apenas Paladinos tinham autorização real para portar espadas!

O jovem se pôs de pé e inclinou-se sobre a janela para melhor observar o Paladino que se divertia com uma apresentação de macacos malabaristas. Ele foi hipnotizado de tal forma quando o jovem cavaleiro se virou que nem sequer notou que havia pulado da janela e que cairia no chão duro de pedra se não fosse pelo Paladino que, como um raio, cruzou meio quarteirão num piscar de olhos e o segurou, antes que chegasse ao chão.

Havia fechado os olhos quando percebeu que caíra, ou melhor, que se jogara, e ao abri-los toda a multidão o olhava atentamente. Ele corou quando viu que todos o fitavam com curiosidade e ao notar que estava nos braços do homem que observava, corou violentamente.

Tentou se colocar de pé, mas estava nervoso demais e se esquecera como andar, ao que o belo cavaleiro se ofereceu para levá-lo dali, Perguntou para onde deveria ir, e o jovem servo disse que gostaria de ir até o mirante, observar o pôr do sol.

Embora não deixasse que o outro percebesse, o cavaleiro estava também muito nervoso, pois notara os olhares atentos do rapaz momentos antes de se jogar, ainda que não esperasse que ele se jogasse daquela maneira. Estava contente por carrega-lo nos braços, e porque provavelmente veria com ele o pôr do sol.

Viajara por muitos anos, e participara de muitas batalhas pelo reino, tantas que já nem conseguia se recordar de todas. Buscara em todos os lugares um motivo para continuar a lutar, ou melhor, para continuar a existir. 

Ao cruzar com o olhar do jovem que agora tremia de nervosismo em seus braços ele sabia que havia encontrado o que tanto procurara. 

Chegaram ao mirante da montanha, e o sol já havia começado a se despedir do dia, dando a paisagem um belíssimo tom crepuscular. O jovem tremia, e ele sabia que não conseguiria andar, tamanho era seu nervosismo. Para acalmá-lo, apertou seus braços contra seu peito forte, e o calor dos corpos passou a serenizar o pequeno.

Observaram o horizonte por alguns instantes. Trocaram olhares, e não disseram uma palavra sequer. O amor lhes havia explicado tudo. 

Viajariam juntos a partir de então, como um só, e para selar o acordo entre cavaleiro e amante, deram um beijo apaixonado, e sumiram na imensidão do mar.

Algumas pessoas que viram aquele curioso fato se surpreenderam ao ver os dois homens desaparecerem em meio a pétalas douradas, e aquele mirante é conhecido até hoje como o Mirante dos Amantes, pois foi ali que duas almas enamoradas deram seu primeiro e único beijo, antes de partirem para o infinito desconhecido.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Sentado em meu lugar

Desculpe mas não quero te incomodar, não mais. Não quero ser um fardo para você, um incômodo constante.

Imagino que todo sinal de notificação que você veja seja causa de decepção quando de repente você vê que sou eu quem te chama... 

Não faço isso por maldade, tampouco por falta de ocupação, mas o faço pois penso em você, em quase todos os momentos do meu dia.

Antes de dormir é com você que quero sonhar. Ao acordar, penso como e onde você deve estar. Durante todo o dia há em mim um desejo de falar com você, de estar com você.

Mas isso não é possível, pois esse é um sentimento de mão única. Nada é recíproco, e verdadeiramente não significo mais do que um estorvo para você, sempre que apareço com algum poema tosco ou uma proposta boba de reflexão... É tudo apenas um esforço do meu coração para estar com você, ao menos para fazer com que pense em mim, no entanto quanto mais eu tento, mais nos afastamos, parece que o destino nos quer distantes um do outro, e nunca vai permitir uma aproximação. 

É com tristeza que chego a essa conclusão, pois não pareço ser capaz de ir contra uma vontade do destino. Por isso não o incomodarei mais, não mais enviarei poemas, ou fotos, nada, para que possa se esquecer completamente desse estranho que um dia lhe cruzou o caminho.

Caso algum dia se recorde de mim, estarei aqui, sentando em meu lugar, contemplando com tristeza a árvore da vida, que regada pelo destino, ditou que que o nosso nunca se cruzaria.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Triste desejo

Queria te enviar um belo poema, sobre a saudade que sinto e a falta que você me faz, mas não consegui encontrar nenhum que refletisse uma fração do que estou a sentir. 

Queria escrever uma canção, mas minha veia artística se resume a alguns textos bobos e sem muita conexão com a realidade de qualquer um que não seja eu. 

Queria poder escrever ainda uma poesia, derramar meu coração em doces palavras de amor e solidão, mas nem isso consigo fazer, pois em mim não há muita inspiração, há apenas saudade de você, e a falta que me faz...

Mesmo não sendo próximos, sinto um vazio em mim quando penso em você. 

Mesmo não sendo amigo sinto falta de sua amizade. 

Mesmo não sendo amantes eu sinto falta do teu toque, do teu beijo.

Sinto muito, não encontrará aqui nem um poema, ou canção, mas apenas o triste desejo do meu coração... 

Saudade em poesia

Sonho

Sonhei com você,
sonhei anteontem,
sonhei ontem,
Sonhei hoje,
Sonho todos os dias.
Estou sonhando agora,
Quero sonhar amanhã e nos dias seguintes,
Até ter você comigo.
Sonho acordado ou dormindo,
Não importa de que maneira ou quando,
Se é sonho ou realidade,
O que importa é você.
Você é o meu grande sonho!
Sundry

Por que sinto falta de você? Por que está saudade?
Eu não te vejo mas imagino suas expressões, sua voz teu cheiro.
Sua amizade me faz sonhar com um carinho,
Um caminhar, a luz da lua, a beira mar.
Saudade este sentimento de vazio que me tira o sono
me fazendo sentir num triste abandono, é amizade eu sei, será amor talvez...
Só não quero perder sua amizade, esta amizade...
Que me fortalece me enobrece por ter você.

Machado de Assis