segunda-feira, 30 de março de 2026

O que dizer


Não sei direito o que dizer,

mas há qualquer coisa aqui
batendo no peito,
querendo sair.

Talvez lágrimas.
Talvez palavras feias
que eu nunca digo.
Raiva dos outros, não.
Disso eu entendo pouco.

Passei tempo demais
aprendendo a me culpar,
a deixar que façam comigo
o que bem quiserem.

E quando alguém como eu
resolve bater o pé,
todo mundo se assusta
e diz que o errado sou eu.

Mas dessa vez não.
Dessa vez eu não me sinto culpado.
E quero que aquela idiota se dane.

Agora, como falar
daquilo que me salvou nos últimos dias?

Love Upon a Time estreou,
e eu chorei vendo JJ
na coletiva de lançamento,
sem conseguir falar direito,
engasgado nas lágrimas.

Net de um lado,
Kim do outro,
com a cabeça apoiada em seu ombro,
como se dissesse, 
com e sem palavras:
“você chegou até aqui”.
"Nós chegamos".

Eles chegaram.

Depois de tantos meses,
de tanta gente cruel,
de tanta palavra dita de graça,
como se fosse culpa dele
o fim de uma parceria
que nem era sua para salvar.

Mas agora nada disso importa.
Ele chegou lá.

E foi bonito ver.
Bonito demais.

No episódio, ele estava caótico,
engraçado, perdido,
parecendo ter saído direto do CAPS
para cair nos braços do Net,
o cavalheiro da pele de mel.

Queria essa sorte.

E ainda teve TeeTee e Por,
Duang With You,
os dois sempre ali,
fofos num nível
que parece até exagero,
mas não é.

Porque às vezes a única palavra
que serve mesmo é essa:
fofos.

E Thomas e Kong...
não há muito o que explicar.
Eles têm uma beleza estranha,
surreal,
como se fossem especiais
simplesmente por existirem.

É bom quando alguma coisa
faz o coração se abrir de novo,
mesmo que só por algumas horas.

Esses meninos me fazem sorrir,
chorar,
e esquecer o resto.

Até mesmo aquela idiota.

É.
Isso é bom.

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