quarta-feira, 3 de junho de 2026

Antes de qualquer coisa II



II. Redondilhas

Não sei bem que nome dar
ao que em mim se levantou;
não foi esperança, não,
mas também não se apagou.

Talvez fosse um sonho antigo
que ainda não se cansou;
uma veia de ternura
que o tempo não arrancou.

Não sorri. Não houve nada.
Nem três palavras trocamos.
Apenas um breve instante
que em silêncio carregamos.

Talvez tenha sido só
um momento sem razão.
Ou talvez eu tenha, outra vez,
estrangulado a ilusão. 


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