III. Verso livre
Não sei se era alegria.
Talvez chamar-lhe alegriafosse já exagerar o seu tamanho.Era apenas qualquer coisaque interrompeu por um momentoo lento funcionamento da tristeza.Não uma esperança.Nem sequer a sua promessa.Apenas a recordaçãode que ainda existe em mimalguma parte sonhadoraque se recusa a morrer.Não sorri.Não houve conversa.Não houve nadaque pudesse sustentar uma expectativa.E no entanto,durante um instante,alguma coisa despertou.Talvez tenha sido um consolo.Talvez apenas um engano.Ou talvez eu tenha sufocado,mais uma vez,uma esperança ainda sem rosto.

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