IV. Elegia
Foi tão poucoque quase não aconteceu.Um movimento levesob a superfície imóvel dos dias,como o vento que enruga a águae desaparece antes que alguém o veja.Não houve sorriso.Não houve palavras suficientespara construir qualquer futuro.Apenas um instante.
Mas alguma coisa,escondida sob camadas de torpor,ergueu a cabeça por um momentocomo um animal feridosaindo da toca para olhar a luz.Talvez fosse esperança.
Não.
Esperança é um nome grande demais.
Foi só um pequeno consolo,e mesmo assimeu já apertava suas mãos contra a garganta,com medo de vê-lo crescer.

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