quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Prisioneiro do amor

"Ah, como é bom, sentir a doce paz, e o amor que é suave, me leva a sorrir.
 É, você chegou, qual ladrão me fitou e roubou para si, o meu coração... 
E agora sem forças, eu sou prisioneiro, do mais belo amor, 
Do doce Jesus, do meu bem da Cruz..."

Essa musica deixou uma grande marca no meu coração essa manhã... Acabei de sair de minha hora da Adoração Eucarística aqui em casa. E como é bom notar o quanto eu consigo sair alimentado de lá a cada dia.

Antes de vir para cá, essa era uma das coisas que me preocupava. Não era muito adepto da adoração eucarística frequente, e admito ter dificuldade com isso. Não que eu tenha problemas com a eucaristia, mas com um certo obstáculo a forma como costumeiramente conduzem a adoração. Prefiro o silêncio, ou se não for possível, um fundo musical delicado e agradável, nada muito efusivo.

Costumo agora, depois das orações iniciais, fazer uma leitura espiritual de algum livro escrito pelos santos para melhor compreender essa relação de amor entre nós e a eucaristia. Até a semana passada, li "História de uma alma" de Santa Teresinha do Menino Jesus e hoje dei início ao epistolário de Santa Catarina de Sena. E tem sido de grande proveito para minha alma, pois, se na maioria das vezes não consigo entender o que Deus quer de mim, ouvir aqueles que mais próximos dele estiveram pode me ajudar grandemente.

E como tem sido agradável. Santa Catarina é de uma sabedoria incrível. Quanta alegria não sentiria em poder ser aconselhado pessoalmente por ela. Como gostaria que me ensinasse a amar e suportar com paciência e gratidão as dificuldades da vida.



Me sinto envergonhado em falar sobre dificuldade. Não tenho uma vida difícil. Todos os meus problemas se resumem em situações em que minha própria fraqueza me colocou. O bom Jesus, como fazia com Santa Teresinha, cuida tão bem de mim que não me permite sofrer. Talvez por saber que não suportaria, por ser tão fraquinho e incapaz. Em sua grandiosidade então ele olha para seu pequeno menininho com uma doçura tremenda. Quão grato sou a ele por isso, pois ao ver o sofrimento de tantas pessoas, imagino que logo desmoronaria, como aquela casa construída sem alicerces na areia.

Essa é a paz que sinto nesta manhã de Quinta. A paz do doce Jesus que olha para seu mais indigno servidor a ponto de nem sequer permitir a ele o sofrimento para não por em risco sua alma.


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